As cicatrizes são provenientes de uma resposta da pele para
reparação de lesões, que podem ser provocadas pelos mais
diversos mecanismos ( traumas, cirurgias, queimaduras, etc ).
Estas lesões podem ocorrer em diversas partes do corpo, e muitas
vezes se situam em locais não desejados, comprometendo o uso de
vestimentas e, em outros casos, são impossíveis de serem
ocultadas. Também existem aquelas onde acorreu uma alteração
durante o processo de cicatrização, e estas podem se apresentar
de diversas formas: elevadas ( hipertróficas/quelóides ),
deprimidas, alargadas, muito escuras ou muito claras; algumas
destas ainda provocam dor, coceira ou limitação de movimentação.
Muitas cicatrizes abdominais podem ocultar hérnias, e estas
devem ser reparadas concomitantemente, antes que aumentem de
volume.
Em geral, a correção das cicatrizes procura promover a melhora
estética e funcional do local afetado.
Quelóides:
Uma atenção especial é dada aos quelóides, que são lesões que
aumentam de volume progressivamente, e não regridem com o tempo
como na maioria das lesões. São avermelhados ou violáceos, e
geram dor e coceira no local. Alguns fatores aumentam a
incidência dos quelóides, tais como: Raça, hereditariedade,
idade e fatores locais ( regiões do corpo, método de sutura,
infecção na ferida, etc ).
Os quelóides apresentam alto índice de falha terapêutica (
recidiva ), e muitas vezes necessitam de tratamento adjuvante à
cirurgia, como tratamento tópico ( cremes/pomadas ), compressão,
infiltrações, laser, radioterapia superficial e a betaterapia.
Nos estágios iniciais, nem sempre será necessária a realização
de cirurgia. Sempre que houver uma lesão destas, será necessário
um acompanhamento médico por um período superior a um ano, pois
algumas apresentam recidivas tardias.